Presidente Figueiredo: Adaf confirma novo foco de raiva em animais de produção

Doença foi identificada após morte de dois bezerros; governo intensifica vacinação emergencial e alerta para riscos à saúde pública.

A morte de dois bezerros com sintomas suspeitos levou a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) a confirmar um novo foco de raiva em animais de produção no município de Presidente Figueiredo, a 117 km de Manaus. O caso foi notificado pelo proprietário da fazenda em 26 de novembro, e amostras coletadas foram analisadas pelo Lacen/FVS-RCP, que confirmou a infecção.

A partir do diagnóstico, equipes da Adaf iniciaram uma série de ações emergenciais na propriedade e na região, reforçando medidas de prevenção e controle. A vacinação contra raiva passa a ser obrigatória para todos os bovídeos, equídeos, caprinos e ovinos da área afetada, com comprovação da imunização e nova notificação 30 dias após a primeira dose.

De acordo com a médica veterinária Larissa Carvalho, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) no Amazonas, a resposta segue rigorosos protocolos sanitários. “A vacinação emergencial contempla propriedades em um raio de três a 12 quilômetros do local onde a doença foi detectada. Simultaneamente, investigamos mordeduras de morcegos hematófagos e identificamos possíveis abrigos para captura estratégica”, explicou a fiscal.

A raiva em herbívoros costuma estar associada ao ataque de morcegos hematófagos, e a identificação desses abrigos é considerada uma etapa crucial para evitar a disseminação. A Adaf informa que comunicará formalmente a Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Figueiredo sobre o foco da doença. Enquanto isso, a orientação é clara: qualquer pessoa que teve contato direto com os animais doentes deve procurar atendimento médico imediatamente.

A recomendação reforça o caráter zoonótico da raiva, uma doença grave e letal caso não seja tratada rapidamente. Além da vacinação e do monitoramento de morcegos, a Adaf deve intensificar as ações de educação sanitária nas comunidades rurais da região. A proposta é capacitar produtores para reconhecer sinais clínicos, identificar possíveis mordeduras e adotar práticas preventivas. “Nossas equipes estão preparadas para orientar tecnicamente os produtores sobre transmissão, sintomas e formas de prevenir a raiva”, destacou Carvalho.

A confirmação do foco em Presidente Figueiredo recoloca a raiva animal no centro das preocupações sanitárias da região. Nos próximos dias, a Adaf seguirá monitorando propriedades, reforçando campanhas de vacinação e ampliando a vigilância epidemiológica. O episódio reforça a importância da vacinação, da comunicação rápida entre produtores e órgãos de fiscalização e da integração entre defesa agropecuária e saúde pública na contenção da raiva no Amazonas.

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Doença foi identificada após morte de dois bezerros; governo intensifica vacinação emergencial e alerta para riscos à saúde pública.

A morte de dois bezerros com sintomas suspeitos levou a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) a confirmar um novo foco de raiva em animais de produção no município de Presidente Figueiredo, a 117 km de Manaus. O caso foi notificado pelo proprietário da fazenda em 26 de novembro, e amostras coletadas foram analisadas pelo Lacen/FVS-RCP, que confirmou a infecção.

A partir do diagnóstico, equipes da Adaf iniciaram uma série de ações emergenciais na propriedade e na região, reforçando medidas de prevenção e controle. A vacinação contra raiva passa a ser obrigatória para todos os bovídeos, equídeos, caprinos e ovinos da área afetada, com comprovação da imunização e nova notificação 30 dias após a primeira dose.

De acordo com a médica veterinária Larissa Carvalho, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) no Amazonas, a resposta segue rigorosos protocolos sanitários. “A vacinação emergencial contempla propriedades em um raio de três a 12 quilômetros do local onde a doença foi detectada. Simultaneamente, investigamos mordeduras de morcegos hematófagos e identificamos possíveis abrigos para captura estratégica”, explicou a fiscal.

A raiva em herbívoros costuma estar associada ao ataque de morcegos hematófagos, e a identificação desses abrigos é considerada uma etapa crucial para evitar a disseminação. A Adaf informa que comunicará formalmente a Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Figueiredo sobre o foco da doença. Enquanto isso, a orientação é clara: qualquer pessoa que teve contato direto com os animais doentes deve procurar atendimento médico imediatamente.

A recomendação reforça o caráter zoonótico da raiva, uma doença grave e letal caso não seja tratada rapidamente. Além da vacinação e do monitoramento de morcegos, a Adaf deve intensificar as ações de educação sanitária nas comunidades rurais da região. A proposta é capacitar produtores para reconhecer sinais clínicos, identificar possíveis mordeduras e adotar práticas preventivas. “Nossas equipes estão preparadas para orientar tecnicamente os produtores sobre transmissão, sintomas e formas de prevenir a raiva”, destacou Carvalho.

A confirmação do foco em Presidente Figueiredo recoloca a raiva animal no centro das preocupações sanitárias da região. Nos próximos dias, a Adaf seguirá monitorando propriedades, reforçando campanhas de vacinação e ampliando a vigilância epidemiológica. O episódio reforça a importância da vacinação, da comunicação rápida entre produtores e órgãos de fiscalização e da integração entre defesa agropecuária e saúde pública na contenção da raiva no Amazonas.

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