Cruzeiro do Sul: Governo do Estado inaugura sala de acolhimento para mulheres vítimas de violência

Novo espaço na Delegacia da Mulher reforça rede de proteção no Juruá e integra ações dos 21 Dias de Ativismo contra a violência.

A partir desta quinta-feira (4), mulheres que chegam à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Cruzeiro do Sul encontram um ponto de apoio que vai além do protocolo policial: uma sala de acolhimento estruturada para garantir privacidade, orientação e segurança desde o primeiro atendimento — palavra-chave em qualquer política de enfrentamento à violência.

O novo ambiente, instalado pela Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) em parceria com a Polícia Civil, foi criado com recursos próprios da pasta e busca responder a uma demanda recorrente: tornar o caminho da denúncia menos hostil e mais humano. No espaço, vídeos educativos orientam sobre direitos, reforçam a importância da denúncia e ajudam mulheres a identificar sinais e ciclos de agressão.

Para a secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, a iniciativa não é um gesto isolado, mas parte de uma estratégia maior de fortalecimento institucional. “A sala de acolhimento reforça o compromisso do Estado com a proteção das mulheres. Esta inauguração integra a agenda dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, período em que intensificamos atividades de conscientização”, afirmou.

Ela destaca que o atendimento no Juruá se articula com outras ações já em andamento. O Ônibus Lilás, por exemplo, percorre comunidades rurais oferecendo apoio psicológico, social e jurídico — um esforço para que a denúncia não seja um ato solitário. Além disso, as mulheres da região têm à disposição o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), que oferece escuta especializada e cursos profissionalizantes por meio do programa Impacta Mulher. “É também o local onde as mulheres podem se inscrever nos cursos que estimulam a autonomia financeira e ajudam a interromper relações abusivas marcadas pela dependência econômica”, reforça El-Shawwa.

Dentro da delegacia, o impacto é imediato. O delegado Vinícius Andrade ressalta que o novo espaço qualifica a experiência de quem procura ajuda. “A sala de acolhimento garante mais privacidade àquela mulher que chega aqui para ser atendida. É um lugar em que as mulheres se sentem mais seguras ao registrar a ocorrência”, explicou.

A expectativa é que a estrutura fortaleça a rede de proteção no município e encoraje mais mulheres a romper o silêncio. A sala de acolhimento se soma às políticas públicas já existentes, ampliando as condições para que vítimas de violência doméstica consigam denunciar e acessar seus direitos.

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