Prefeitura de Macapá entrega trator no Pacuí e comunidade relata paralisação em obra da saúde

Equipamento agrícola subsidiará produtores rurais de Tracajatuba 1, mas abandono de reforma em UBS gera queixas locais.

O prefeito de Macapá, Pedro DaLua, entregou um trator agrícola e anunciou o custeio de operador e combustível na comunidade rural de Tracajatuba 1, no distrito do Pacuí, neste sábado, 16. A medida visa isentar pequenos produtores dos custos de preparação da terra para o plantio da agricultura familiar. Contudo, a agenda na região — a segunda realizada pelo Executivo em menos de 30 dias — foi marcada por cobranças dos moradores locais sobre a interrupção das obras de reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) da localidade, expondo gargalos na infraestrutura de serviços essenciais do distrito.

O distrito do Pacuí compõe a zona agrícola de Macapá e abriga comunidades que dependem diretamente da malha de estradas vicinais para o escoamento de mercadorias e acesso a serviços urbanos. Tracajatuba 1 figura como um dos núcleos dinâmicos dessa região russa, mas historicamente enfrenta dificuldades de logística e de assistência básica de saúde. A entrega do maquinário tenta mitigar o isolamento tecnológico da produção local, ocorrendo em paralelo ao início de serviços de manutenção viária pela Secretaria Municipal de Obras (Semob), que mobilizou equipes para atuar na recuperação de ramais em quatro frentes de trabalho.

A mecanização gratuita do solo atua como um mecanismo de transferência indireta de renda para os trabalhadores do campo, que frequentemente comprometiam faturamentos inteiros no aluguel de maquinários privados. Sob uma perspectiva socioeconômica, o subsídio ao óleo diesel e a contratação do tratorista desoneram a produção de subsistência e criam margem para o abastecimento interno da capital.

Por outro lado, o avanço da produção agrícola esbarra nas contradições do desenvolvimento social da região. A paralisação da reforma da UBS local revela falhas na fiscalização de contratos de obras públicas pela municipalidade, penalizando o atendimento de urgência e a atenção primária de populações tradicionais. A seletividade dos investimentos — onde o fomento econômico avança mais rápido que os direitos sociais — evidencia a urgência de um planejamento integrado que fixe o homem no campo com dignidade sanitária.

Os moradores apontam que o isolamento institucional vinha inviabilizando a expansão das lavouras. O agricultor Rosalvo Rodrigues, morador da comunidade de Campina de São Benedito, destacou as dificuldades orçamentárias anteriores: “Temos sentimento de gratidão, esse trator era um anseio de todos nós, agricultores. Agora, vai beneficiar todas as comunidades do distrito, que estava esquecida pelo poder público municipal. Sem dúvida, agora a renda vai aumentar. Antes, para fazermos uma área mecanizada, o custo era muito alto e nem todos os agricultores tinham condições de pagar por isso. A chegada desse maquinário irá contribuir para o desenvolvimento da agricultura familiar”, enfatizou Rodrigues.

 

Diante do alerta da comunidade sobre a deterioração da estrutura de saúde, o prefeito Pedro DaLua assumiu o compromisso de apurar a conduta da empreiteira responsável: “Minha próxima vinda aqui será para organizar a UBS, que estava com a reforma em fase final, mas fui informado pela comunidade que a empresa paralisou os trabalhos. Vou buscar saber o motivo para retomarmos a obra. Além de concluir essa reforma, também iremos entregar uma picape e uma ambulância para a UBS de Tracajatuba 1”, declarou o gestor.

Na área de mobilidade, o secretário de Obras, Leonardo Bruno, detalhou o cronograma logístico para os acessos rodoviários: “Recebemos algumas demandas para essa área e já temos uma equipe de recuperação das vias vicinais in loco. Vamos iniciar com quatro patrulhas em São Francisco do Alto, Ramal do Tracajatuba 3, Ramal do Garimpo até São Francisco Vila e São Benedito”, pontuou.

A Semob confirmou o início das intervenções nas quatro patrulhas mecânicas do Pacuí para a próxima semana. No âmbito da saúde, a administração municipal precisará notificar a empresa executora para esclarecer a interrupção dos serviços na UBS antes de estipular um novo prazo de inauguração ou realizar o envio dos veículos de suporte prometidos. O Executivo sinalizou ainda o plano de manter vistorias mensais na região para acompanhar o andamento dos canais de diálogo instalados.

Por Redação NotíciaAmazônica

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