Roraima: Safra de soja e movimenta quase R$ 1 bilhão

Colheita da soja em Roraima deve alcançar 430 mil toneladas em 2025 e transformar o estado em potência estratégica para o agronegócio.

Enquanto boa parte do Brasil enfrenta a entressafra, as colheitadeiras avançam pelo lavrado de Roraima. No coração do estado, agricultores comemoram o início da colheita da soja de Roraima, que se consolida como uma das maiores apostas do agronegócio brasileiro. Na safra de 2025, a expectativa é colher 430 mil toneladas do grão em uma área plantada de 132 mil hectares.

A produtividade média, de 55 sacas por hectare, garante ao estado uma posição estratégica, já que o ciclo de cultivo — de abril a outubro — coincide com o período em que as lavouras de outras regiões do país estão fora de produção. O impacto econômico é direto: a movimentação deve ultrapassar R$ 900 milhões.

Exemplo desse avanço é o agricultor Jorge Fukuda, paranaense que viu em Roraima a oportunidade de expandir os negócios da família. Em sua fazenda, mais de 3 mil hectares foram plantados com soja este ano. Ele credita os bons números aos investimentos em tecnologia e manejo sustentável: “Nós fizemos investimento em tecnologia e manejo. Pelo que estamos observando, a safra tem apresentado bons resultados”, afirmou.

Para a Associação dos Produtores de Soja de Roraima (Aprosoja), o crescimento é reflexo direto da mecanização e do uso de práticas agrícolas sustentáveis, como a rotação de culturas e o uso de defensivos biológicos. “A produção agrícola depende de um solo saudável e bem cuidado. Esse trabalho vai garantir a produtividade no longo prazo”, explica Murilo Ferrari, presidente da entidade.

A soja já é cultivada em 10 dos 15 municípios de Roraima e ocupa o primeiro lugar entre os produtos exportados pelo estado. A cadeia produtiva gera empregos em diferentes etapas: do preparo do solo ao transporte e processamento industrial. Apesar da euforia com os números, desafios persistem. A infraestrutura precária, o alto custo de transporte e gargalos logísticos ainda limitam o pleno potencial do setor. Mesmo assim, os produtores mantêm o otimismo: “A crise tá aí e os desafios existem! Mas, o agricultor não desiste fácil. O agricultor é resiliente para seguir em frente”, conclui Fukuda.

noticiaamazonica

Artigos relacionados

Fique conectado

0FansLike
0FollowersFollow
0SubscribersSubscribe
- Advertisement -spot_img

Últimos artigos