Rondônia reforça assistência fluvial e leva 7,3 mil atendimentos a comunidades isoladas

Em quatro missões neste ano, ações de saúde alcançaram ribeirinhos, indígenas e quilombolas, com consultas, medicamentos e kits de higiene distribuídos em regiões de difícil acesso.

Foram 7.394 atendimentos de saúde realizados ao longo do ano em algumas das áreas mais isoladas de Rondônia. O número, divulgado pelo governo estadual, resume o impacto das quatro missões integradas que mobilizaram a Unidade de Saúde Social e Fluvial Walter Bártolo (USSFWB), equipes da Idaron e profissionais deslocados por via terrestre. O esforço percorreu rios, estradas e longas distâncias para garantir acesso mínimo a serviços essenciais.

As ações contemplaram ribeirinhos, indígenas e comunidades quilombolas de regiões como Pimenteiras, Porto Rolim, Pedras Negras, Santo Antônio, Santa Fé e Forte Príncipe, além das aldeias Santo André, Tanajura e Rio Negro Ocaia, distribuídas ao longo dos rios Guaporé, Mamoré e Pacaás Novos. A operação incluiu ainda a entrega de 360 kits de higiene, reforçando a proposta de cuidado integral.

Para o governador Marcos Rocha, o caráter das missões vai além da logística. “Levar atendimento médico e assistência às comunidades ribeirinhas e indígenas é garantir dignidade e respeito. Estamos empenhados para que nenhum cidadão fique sem acesso à saúde, seja na capital ou nas regiões mais distantes do nosso estado”, afirmou.

A dinâmica das equipes seguiu o padrão de atenção primária, mas com protocolos preparados para lidar com situações de emergência. Casos considerados graves foram identificados durante as consultas e encaminhados a unidades estaduais mais próximas, garantindo continuidade do tratamento.

O secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, destaca que a atuação fluvial passou a ser um elemento estrutural da política pública. “Nossa gestão está empenhada em apoiar as comunidades e em levar atendimentos de saúde e assistência para todo o estado”, pontuou, defendendo a ampliação das estratégias para territórios de difícil acesso.

As missões reuniram um time diverso: pediatras, ortopedistas, ginecologistas, obstetras, clínicos gerais, psicólogos e farmacêuticos. Além dos profissionais de saúde, houve participação de recreadores, responsáveis por promover acolhimento, atividades educativas e apoio social às famílias atendidas — uma tentativa de integrar cuidado médico com atenção comunitária.

Com novas ações previstas, o governo indica que as missões fluviais continuarão sendo uma das principais ferramentas para reduzir desigualdades de acesso no sistema público de saúde, sobretudo entre populações que dependem da presença do Estado navegando até elas.

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