Cruzeiro do Sul: Caça ilegal e desmatamento e expõe rota do crime ambiental

Polícia e Imac desarticulam esquema de caça ilegal e extração de madeira em Cruzeiro do Sul; operação prende cinco e acende alerta ambiental urgente.

Em pleno coração da Amazônia, o município de Cruzeiro do Sul foi palco de uma ofensiva contra crimes ambientais. Uma operação conjunta da Polícia Militar e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) resultou na prisão de cinco pessoas por caça ilegal e extração de madeira nesta quarta-feira (20). A ação faz parte do programa Guardiões do Bioma, voltado ao combate sistemático ao desmatamento.

No Ramal Mato Grosso, equipes flagraram uma área desmatada e dois homens transportando madeira em um “boi de arrasto”. Foram apreendidas 231 peças serradas, somando 10,39 m³ de madeira sem documentação legal de origem. O crime foi enquadrado no artigo 46 da Lei nº 9.605/1998, que prevê penalidades para extração ilegal de recursos florestais. Os suspeitos alegaram ser diaristas contratados por um dono de lote que “não conheciam”. Próximo ao local, os agentes localizaram um caminhão vermelho, preparado para levar a carga à área urbana, evidenciando uma rota organizada para o comércio clandestino.

Já no Ramal Santa Cruz, às margens da BR-364, outros três homens foram detidos após serem flagrados em atividade de caça ilegal. Eles portavam espingardas sem registro, utilizavam cães para a perseguição e transportavam uma cotia abatida. Segundo o tenente Martins, da PM, o uso de armas irregulares e animais de apoio reforça a gravidade da infração. “O uso de cães para caça também configura crime ambiental. Diante dos fatos, todos foram conduzidos à delegacia”, afirmou.

As duas ocorrências revelam o padrão recorrente de degradação na região: áreas devastadas para retirada de madeira e uso da fauna local como recurso de sobrevivência ou comércio clandestino. De acordo com o Imac, o monitoramento via satélite tem sido essencial para identificar focos de desmatamento antes que se consolidem em grandes áreas destruídas.

A operação em Cruzeiro do Sul reforça que o combate à caça ilegal e ao desmatamento no Acre é urgente não apenas pela preservação ambiental, mas também pela proteção da biodiversidade e pelo equilíbrio socioeconômico da região. Sem ações conjuntas e contínuas, o avanço do crime ambiental seguirá corroendo silenciosamente um dos biomas mais estratégicos do planeta.

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