Conheça o Grand Amazon Expedition, cruzeiro fluvial com 20 anos de operação turística nos rios Negro e Solimões

Empreendimento hoteleiro em Manaus soma duas décadas de navegação combinando turismo de isolamento com tratamento de resíduos.

O navio de turismo Grand Amazon Expedition, pertencente à rede Iberostar, atingiu a marca de 20 anos de operações contínuas nos rios Negro e Solimões, no estado do Amazonas. Com partidas regulares do porto de Manaus, o cruzeiro de alto padrão baseia seu modelo de negócios em itinerários de três, quatro ou sete noites pela floresta, promovendo visitas guiadas a comunidades ribeirinhas e indígenas locais. A operação desse modelo em uma região de alta sensibilidade socioambiental evidencia as transformações e os desafios da atividade turística de grande porte na região amazônica nas últimas duas décadas.

O avanço da infraestrutura hoteleira flutuante na Amazônia consolidou-se a partir do início dos anos 2000, buscando atrair mercados internacionais e domésticos de alto poder aquisitivo para o turismo de natureza. O navio opera com 70 cabines e duas suítes especiais, além de dispor de restaurante panorâmico, piscinas, bares e salas de conferências.

As atividades externas oferecidas aos passageiros ocorrem por meio de deslocamentos em lanchas menores para incursões nos canais de rio, focando na observação da fauna e na interação com as populações locais. O cardápio do restaurante e a estrutura de serviços utilizam insumos e a gastronomia baseada em ingredientes da culinária regional, inserindo a cadeia de suprimentos local na dinâmica financeira da empresa espanhola.

A presença de grandes empreendimentos hoteleiros na Amazônia impõe um debate sobre os impactos socioeconômicos reais para as populações tradicionais e a conservação dos ecossistemas. Embora o turismo seja frequentemente apontado como alternativa econômica para a floresta em pé, a assimetria entre as grandes redes internacionais e as comunidades ribeirinhas visitadas exige monitoramento constante sobre a distribuição dos dividendos gerados e a preservação cultural desses territórios.

Para tentar mitigar a pegada ecológica de sua estrutura urbana móvel, o navio adota salvaguardas tecnológicas específicas em sua rotina técnica. O sistema interno realiza o tratamento de 100% das águas residuais geradas a bordo antes do descarte e faz a compostagem integral dos resíduos orgânicos da cozinha. A embarcação também baniu plásticos de uso único e instalou sistemas de água filtrada coletiva em todos os pavimentos, reduzindo o volume de detritos gerados durante as viagens.

“Mais do que um cruzeiro, o Grand Amazon Expedition é um tributo à Amazônia. Esses 20 anos simbolizam uma trajetória de respeito, compromisso e encantamento com a floresta”, afirmou Jesus Bosque, diretor de operações da Iberostar no Brasil, ao avaliar a longevidade do produto no mercado de ecoturismo.

Por Redação NotíciaAmazônica

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