Grupo selecionado por desempenho acadêmico desembarcou na capital neste sábado após oito dias de imersão tecnológica e cultural nos Estados Unidos.
Seis estudantes da rede municipal de ensino de Rio Branco desembarcaram na capital acreana neste sábado, 16 de maio, encerrando o programa de intercâmbio educacional Disney/NASA 2026. A comitiva, que havia embarcado para Orlando no dia 8 de maio, foi selecionada com base em critérios de rendimento escolar. Durante a estadia, os jovens participaram de atividades focadas em física, astronomia e tecnologia no complexo da NASA e nos parques temáticos, em uma iniciativa financiada pela prefeitura via Secretaria Municipal de Educação para estimular a formação científica na base pública.
O programa de intercâmbio surge como uma ferramenta de incentivo ao desempenho escolar em áreas periféricas e centrais de Rio Branco. Os alunos selecionados — Yasmin Silva Matos, Carlos Davi da Silva de Mendonça, José Pedro Rebouças Felix, Ana Luisa da Silva Montalvão, Kauã Victor Soliza da Silva e Miguel Lima da Costa — representam diferentes unidades da rede municipal. O projeto busca romper a barreira do acesso a centros globais de tecnologia e inovação, comumente restritos ao ensino privado, inserindo estudantes do ensino fundamental em ambientes de alta complexidade científica, como o Saturno V, o maior foguete construído pela agência espacial norte-americana.
A ação é apresentada pela gestão municipal como uma estratégia de mobilidade social e educacional. Ao focar no desempenho acadêmico, o intercâmbio cria um horizonte de possibilidades para alunos que, em sua maioria, acessam tecnologias avançadas apenas por meios digitais. Entretanto, o projeto também levanta reflexões sobre a escala de alcance de políticas de meritocracia no ensino público, uma vez que a oportunidade contempla um grupo restrito de seis estudantes diante de um universo muito mais amplo de matriculados na rede municipal. A relevância reside na tentativa de integrar temas como produção cinematográfica, física e astronáutica ao cotidiano desses jovens, transformando experiências internacionais em capital cultural para as comunidades de origem.
O guia Josué Pacheco, que acompanhou a comitiva, explicou que o roteiro foi desenhado para equilibrar cultura e ciência. “Na NASA eles puderam aprender sobre o primeiro homem que foi à Lua, conheceram o Saturno V. Nos parques também aprenderam sobre tecnologia, velocidade, física e produção cinematográfica”, relatou Pacheco.
Do ponto de vista pedagógico, o professor Hélio Sebastião, gerente do Departamento de Ensino Fundamental, defendeu que a bagagem trazida pelos alunos vai além da memória afetiva. “Não se trata somente de uma viagem. Essas crianças trazem conhecimento e contato com tecnologias que antes viam apenas pela televisão. Isso contribui para a formação delas e motiva outros alunos”, afirmou o docente.
Entre os participantes, o sentimento de conquista foi personificado por Carlos Davi de Mendonça, que celebrou seu aniversário durante a viagem. Ao retornar, ele deixou um conselho aos colegas: “Tem que se esforçar ao máximo. Nunca se sabe a oportunidade que pode aparecer.”
A Secretaria Municipal de Educação indicou que há intenção de dar continuidade ao programa nos próximos ciclos letivos. O objetivo é ampliar o número de vagas nas futuras edições, condicionado à viabilidade orçamentária e aos indicadores de rendimento da rede. Com o retorno, os estudantes devem atuar como multiplicadores das experiências vividas em suas respectivas unidades escolares.
Por Redação NotíciaAmazônica



