Obras da Emdur substituem cabos aéreos por rede subterrânea em trecho que atende estudantes da Unir.
A Prefeitura de Porto Velho substituiu a fiação aérea por cabos subterrâneos e instalou lâmpadas de LED em cerca de 8 quilômetros da BR-364, no trecho que conecta o perímetro urbano ao campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir). A intervenção, executada pelas equipes da Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur), completou mais de um ano de monitoramento após sua entrega original em fevereiro de 2025. O projeto buscou mitigar as recorrentes interrupções no serviço causadas por furtos de cabos elétricos, um problema estrutural que afetava o tráfego e o deslocamento de pedestres durante o período noturno.
O acesso rodoviário à Unir historicamente concentrou demandas por infraestrutura básica devido ao fluxo intenso de veículos pesados misturado ao trânsito de estudantes e moradores locais. A vulnerabilidade da rede antiga, baseada em fiação exposta e luminárias de baixa eficiência, tornava o trecho um alvo frequente de vandalismo e subtrações de materiais, gerando apagões prolongados. Para reverter o passivo de manutenção, a engenharia urbana optou por embutir o cabeamento e adotar a telegestão. O sistema realiza o monitoramento remoto 24 horas por dia, permitindo que a central da Emdur identifique imediatamente quedas de tensão ou tentativas de violação da rede sem depender exclusivamente de notificações dos usuários.
A precariedade da iluminação pública atua como um fator de exclusão socioeconômica, limitando o direito de ir e vir de populações dependentes do transporte coletivo e das jornadas de estudo noturnas. A escuridão na rodovia federal impunha barreiras invisíveis para a comunidade acadêmica e trabalhadores que aguardavam em pontos de ônibus vulneráveis. Sob a ótica do planejamento urbano progressista, o investimento em tecnologia e em infraestrutura subterrânea descentraliza os serviços essenciais e protege o patrimônio público contra o crime organizado de receptação de cobre. No entanto, o desafio central reside em expandir esse padrão de blindagem para as periferias profundas do município, garantindo que a segurança viária não fique restrita apenas aos corredores institucionais e eixos rodoviários.
O impacto da mudança na rotina de quem transita pela rodovia é percebido na redução do temor associado aos deslocamentos noturnos. A moradora Vitoria Rilary relembrou as dificuldades enfrentadas antes da reformulação do sistema: “O trecho da BR-364 era muito escuro e perigoso, principalmente à noite. A iluminação deixa tudo mais seguro, até para os motoristas que antes dirigiam no escuro agora conseguem ter uma visibilidade muito melhor da via”, afirmou Vitoria.
O alívio com a regularização do serviço também foi compartilhado por Gustavo Moret, que destacou a mudança no aspecto psicológico ao transitar pela região: “Ficava muito nervoso em andar em um local mal iluminado, quando a iluminação chegou foi um alívio e me trouxe muito mais segurança pra andar tranquilo”, destacou o pedestre.
As ações de modernização da malha de iluminação pública entram em uma nova fase de expansão. O presidente da Emdur, Bruno Holanda, confirmou que as equipes operacionais foram deslocadas para mapear e atender outras vias integradas que sofrem com o mesmo histórico de apagões e subtrações de rede: “Seguimos realizando a iluminação de várias outras vias que há muito tempo não tinham iluminação ou eram vítimas de furtos frequentes, isso garante uma cidade mais segura e iluminada”, explicou Holanda.
O balanço das atividades da empresa municipal foi referendado pela gestão executiva ao alcançar a marca de 500 dias de administração. De acordo com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, o foco atual se divide em manter a eficiência dos sistemas inteligentes implantados e estender o atendimento técnico regular tanto para as áreas urbanas remanescentes quanto para os distritos rurais da capital.
A reestruturação tecnológica dos 8 quilômetros da BR-364 consolida o uso da fiação subterrânea como barreira física ao furto de cabos em Porto Velho. O monitoramento contínuo da Emdur neste trecho serve de modelo piloto para as intervenções em andamento nos demais corredores logísticos e estudantis do município, que buscam estabilizar o fornecimento de energia pública e reduzir os custos de reparos emergenciais arcados pelo erário.
Por Redação NotíciaAmazônica



