Tucuruí: Atividades rítmicas viram aliadas para o desenvolvimento de crianças Transtorno do Espectro Autista

Projeto gratuito usa exercícios adaptados para melhorar fala, socialização e autonomia de crianças com TEA.

Em Tucuruí, no sudeste do Pará, uma sala de aula pouco convencional virou palco de pequenas revoluções. Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aprendem a se comunicar — não com palavras, mas com saltos, equilíbrios e brincadeiras. Na Policlínica Lago de Tucuruí, a atividade física adaptada está transformando diagnósticos em possibilidades.

O Núcleo de Atendimento ao TEA (Natea) da unidade, gerida pelo ISSAA em parceria com o Governo do Pará, oferece sessões gratuitas onde cada movimento é calculado. “Antes de falar, a criança precisa dominar o próprio corpo”, explica a educadora física Erlane Cardoso. Os exercícios trabalham desde coordenação motora até regras sociais — como esperar a vez ou dividir espaços.

Os resultados? Mensuráveis. Além de ganhos musculares, as 160 sessões mensais reduzem crises sensoriais e ansiedade, graças à liberação de endorfinas. “É ciência pura disfarçada de brincadeira”, diz Cardoso.

O segredo está na abordagem multidisciplinar. Cada uma das 40 crianças atendidas mensalmente tem um Plano Terapêutico Singular, criado por médicos, psicólogos e fonoaudiólogos. Iniciativas como a de Tucuruí mostram que soluções existem — e são simples. “Aqui, não tratamos diagnósticos. Tratamos pessoas”, encerra Cardoso.

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