A socialização reuniu estudantes e professores em Porto Grande e mostrou iniciativas em música, agricultura, literatura e ciências.
A Escola Estadual Elias de Freitas Trajano de Souza, que oferta ensino em tempo integral no município de Porto Grande, realizou nesta quinta-feira, 11, a socialização das disciplinas eletivas desenvolvidas no segundo semestre de 2025. O evento apresentou à comunidade uma série de projetos produzidos por estudantes e professores, com a proposta de dar visibilidade ao conhecimento construído ao longo do período letivo. A iniciativa buscou mostrar resultados pedagógicos alcançados em diferentes áreas e reforçar a importância de metodologias que estimulam o protagonismo estudantil. A escola reuniu a população local para acompanhar as atividades, que envolveram exposições práticas, apresentações artísticas e demonstrações de pesquisa.
Os projetos apresentados refletiram o aprendizado adquirido pelos alunos em áreas como matemática aplicada, literatura, música, agricultura, ciências e reaproveitamento de materiais. As iniciativas integram o modelo de ensino integral da instituição e buscam modernizar o processo educacional, aproximando teoria e prática em experiências acessíveis aos estudantes. Segundo a organização do evento, a socialização funcionou como vitrine para práticas pedagógicas que valorizam interdisciplinaridade, investigação e criatividade. O objetivo é fortalecer o vínculo entre escola e comunidade, ampliando o entendimento sobre como as eletivas contribuem para o desenvolvimento acadêmico e social dos jovens participantes.
Entre os destaques esteve o projeto “Musicalizando Elias”, voltado ao ensino pedagógico por meio da música e à iniciação instrumental. Criado em 2019, o programa já atendeu cerca de 200 estudantes do município e busca inserir elementos musicais como apoio aos conteúdos estudados. O aluno Pablo Cleo, de 17 anos, relatou como a experiência impactou sua trajetória escolar ao vencer a insegurança de cantar e aprender a tocar flauta. “Eu já aprendi bastante e perdi o medo de cantar, consegui vencer esse medo pra toda a vida. Aprendi a tocar flauta. E, durante as aulas, o professor coloca umas músicas com críticas sociais para a gente entender mais sobre alguns temas e também pensar através delas”, afirmou.
Durante a socialização, o projeto recebeu novos instrumentos adquiridos por meio de um edital da Lei Aldir Blanc, lançado pelo Governo do Amapá com recursos federais. Foram entregues bateria, caixas de marabaixo, contrabaixo, guitarras, violões, gaita, mesa de som e microfone, entre outros equipamentos destinados à ampliação do acesso à prática musical. O professor de sociologia e coordenador do “Musicalizando Elias”, Ronilson Mendes, destacou o potencial pedagógico da música para abordar temas sociais estudados em sala de aula. Ele explicou que os novos instrumentos permanecerão na escola, permitindo que todos os alunos tenham participação mais ampla no processo de aprendizagem musical.
Outro projeto que ganhou destaque foi o “Quem planta, colhe”, que ensina técnicas de cultivo na horta escolar e aproxima os estudantes de práticas agrícolas sustentáveis. Coordenado pela professora Andréa Monteiro, o trabalho inclui aulas teóricas e práticas, com apoio do Instituto Federal do Amapá (Ifap), e orienta os alunos desde a preparação do substrato até o tempo adequado de colheita. A docente explicou que a participação dos estudantes fortalece senso de cooperação e responsabilidade, além de introduzir noções de manejo ambiental não agressivo. “Cada um recebe uma tarefa dentro da eletiva e aprende o manejo sustentável. Então, hoje, eles já sabem fazer o cultivo para consumo próprio”, afirmou a professora.
A socialização também reuniu exposições de iniciativas como a produção de sabão e sabonetes, confecção de brinquedos educativos e peças artísticas e pedagógicas. Além das apresentações técnicas, o evento contou com oficinas diversas que demonstraram práticas desenvolvidas ao longo do semestre. A programação incluiu ainda apresentações da Banda Marcial Adão Ferreira e de artistas locais, ampliando o caráter cultural da atividade e reforçando o diálogo entre escola e comunidade. Para a instituição, a socialização das eletivas confirma o papel do ensino integral na criação de ambientes de aprendizagem dinâmicos e abertos à participação coletiva, fortalecendo a formação dos estudantes e o vínculo com a vida social do município.
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