Pará lança edição especial do III Sigema na COP 30 para fortalecer Indicações Geográficas da Amazônia

Evento reunirá comunidades, governo e instituições para ampliar a visibilidade da sociobiodiversidade amazônica e debater o papel das Indicações Geográficas no desenvolvimento territorial.

A sociobiodiversidade da Amazônia voltará ao centro do debate nos dias 11 e 12, quando o Governo do Pará realiza a edição especial COP 30 do III Seminário Internacional de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas (Sigema). O encontro acontece no Porto do Futuro II e pretende impulsionar o uso das Indicações Geográficas (IG) e Marcas Coletivas (MC) como instrumentos de desenvolvimento territorial e proteção dos saberes tradicionais.

Organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o III Sigema conta com apoio da Fundação Vale — por meio do Instituto Tecnológico e Fundo Vale — e de diversas instituições públicas e privadas que integram o Fórum Técnico de IG. A expectativa é criar um ambiente de troca qualificada entre produtores, pesquisadores, gestores públicos e representantes de comunidades tradicionais.

Para Márcia Tagore, engenheira agrônoma da Sedap e coordenadora do Programa Estadual de Incentivo às Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, o seminário tem função estratégica: “É um espaço para troca de experiência e dar visibilidade para essas pessoas que estão ajudando a construir a história da Indicação Geográfica no Brasil”, afirmou. Segundo ela, iniciativas desse tipo ajudam a consolidar a IG como ferramenta de proteção da origem dos produtos e de reconhecimento dos modos de fazer que atravessam gerações.

A proposta do evento é conectar inovação e tradição. A programação inclui debates sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas, geração de renda e integração das comunidades amazônicas a mercados mais amplos. Para os organizadores, os sinais distintivos — como IGs e Marcas Coletivas — podem fortalecer cadeias produtivas ao agregar valor econômico e garantir respeito aos conhecimentos locais.

Representantes do setor produtivo veem a iniciativa como uma oportunidade de ampliar a competitividade de produtos amazônicos, sobretudo em um momento em que a COP 30 projeta o Pará para o cenário internacional. Já produtores e lideranças comunitárias destacam que a visibilidade dada às IGs pode contribuir para a autonomia econômica das comunidades e reforçar a proteção dos territórios tradicionais.

Com a sociobiodiversidade amazônica como palavra-chave, o III Sigema chega à COP 30 propondo avanços concretos: ampliar o entendimento sobre IGs, fortalecer políticas públicas e aprofundar a articulação entre os diferentes atores que dependem — e defendem — a floresta. A expectativa é que o seminário ajude a consolidar o Pará como referência nacional em Indicação Geográfica, mantendo a Amazônia como protagonista no debate sobre desenvolvimento sustentável.

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