Falta de cuidados básicos pode levar desde infecções até câncer de pênis, responsável por mais de 650 amputações no Brasil em 2023, alertam urologistas.
A higiene íntima masculina ainda é um tabu, mas sua negligência está diretamente ligada a problemas graves de saúde, incluindo o câncer de pênis —doença que levou a mais de 650 amputações no país no ano passado, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Além do risco extremo, má higiene pode causar infecções, mau cheiro e complicações como a síndrome de Fournier, uma infecção rara e potencialmente fatal.
O acúmulo de esmegma —uma substância pastosa formada por células mortas e secreções— sob o prepúcio é um dos principais vilões. Se não removido diariamente com água e sabão, cria um ambiente propício para bactérias e fungos, aumentando o risco de infecções e até lesões pré-cancerígenas. “Homens não circuncidados devem redobrar a atenção, puxando o prepúcio para limpar a glande”, explica um urologista. Roupas íntimas de algodão e evitar tecidos sintéticos também são medidas preventivas simples.
Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como tricomoníase, clamídia e gonorreia, também podem causar secreções malcheirosas e exigem tratamento imediato. Já infecções fúngicas, como a candidíase, provocam coceira e secreção esbranquiçada, comum em diabéticos e pessoas com imunidade baixa. “Preservativos são essenciais, mas a higiene pós-relação sexual é igualmente importante”, reforça o especialista.
Casos extremos, como a síndrome de Fournier, mostram a gravidade do descuido: uma infecção bacteriana agressiva que necrosa tecidos e pode levar à morte. Sintomas como febre, dor intensa e secreção purulenta exigem atendimento urgente. Já o câncer de pênis, embora raro, tem como sinal inicial feridas ou nódulos persistentes —muitas vezes negligenciados por vergonha.
A solução? Higiene diária, atenção a alterações no órgão e consultas regulares com urologista. “Amputações e mortes por câncer de pênis são evitáveis com
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