COP30 será ‘conferência de implementação’, diz embaixador

Autoridades da COP30 se reúnem e destacam a importância de um “mutirão” para ação climática, inclusão e protagonismo social.

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) será marcada por um foco inédito: a implementação de soluções concretas. Essa foi a principal mensagem da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o ‘Conselhão’, realizada nesta terça-feira (5) no Palácio do Itamaraty. O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou que o Brasil se posiciona como um “celeiro de soluções” para o combate à mudança do clima, reunindo esforços em um verdadeiro “mutirão” para a ação climática.

A Agenda de Ação da COP30 foi pensada para materializar os compromissos do Acordo de Paris, com a intenção de envolver os agentes que realmente implementam as iniciativas. São 30 compromissos sistematizados em seis eixos principais, que buscam construir sobre as decisões de COPs anteriores. “Não vamos reinventar a roda”, afirmou o embaixador Corrêa do Lago, ressaltando o apoio “extraordinário” de diversos setores, cada um contribuindo à sua maneira para a mesma direção.

A reunião trouxe um importante foco nas dimensões sociais da Conferência. A enviada especial para mulheres da COP30, Janja Lula da Silva, defendeu a necessidade de uma agenda climática que reduza desigualdades e promova o protagonismo feminino. “Mulheres são protagonistas na construção de soluções climáticas”, afirmou, citando o papel delas em comunidades amazônicas e na economia circular nas cidades. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, por sua vez, ressaltou a “pedagogia” de trazer o evento para a Amazônia, dando a oportunidade de o mundo aprender com os povos que têm uma relação ancestral com a floresta.

A conjugação desses esforços, do governo aos ativistas e comunidades, define o tom da COP30 e o desafio de transformar intenções em resultados. A jovem campeã do clima, Marcele Oliveira, traduziu esse sentimento ao afirmar que o objetivo do “mutirão” é “resolver e partir para ação”. A Conferência em Belém, portanto, se propõe a ser um ponto de virada, onde a mobilização de todos os setores será a chave para transformar metas em um futuro mais sustentável e inclusivo para o Brasil e o mundo.

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