Ação integrada entre PMAM, Polícia Federal e Polícia Civil frustra operação do crime e causa prejuízo milionário às organizações.
A interceptação de uma balsa petroleira com 370 quilos de cloridrato de cocaína no Rio Solimões, próximo ao município de Anamã, marcou mais um capítulo da ofensiva das forças de segurança contra o tráfico na região. A apreensão, realizada pela Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), ocorreu na madrugada de quarta-feira (3/12) e mobilizou inteligência, logística e atuação integrada entre diferentes órgãos.
A ação teve início após informações repassadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) da Polícia Federal no Amazonas. Com o alerta, equipes da COE seguiram em diligência pelo rio até localizar a embarcação de origem peruana. Durante a abordagem, os policiais identificaram que um dos tanques de combustível estava com o lacre rompido — sinal que levou à descoberta de sacos com entorpecentes submersos no petróleo.
Para o comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), coronel Alysson Lima, o êxito da operação está diretamente ligado ao preparo técnico da tropa. “Os policiais militares já possuem tirocínio específico para esse tipo de fiscalização. Sabem onde procurar e que técnicas os traficantes utilizam. Os sete tripulantes alegaram não saber da existência da droga. Eles não ofereceram resistência e foram encaminhados à sede da Polícia Federal para esclarecimentos”, afirmou.
O apoio da Polícia Civil também foi decisivo. O diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Paulo Mavignier, destacou o papel das unidades especializadas no suporte à operação. “A Polícia Civil participou ativamente, com apoio do DRCO e da nossa Delegacia Fluvial. A cocaína em forma de cloridrato é a droga de maior valor agregado. Esses 370 quilos, quando chegam ao varejo, têm sua quantidade triplicada devido ao ‘arqueamento’, quando traficantes adicionam produtos químicos para ampliar o volume”, explicou.
Os resultados, segundo as próprias forças de segurança, não são isolados. O chefe do Estado-Maior da PMAM, coronel PM Bruno Azevedo, ressaltou que o trabalho consistente das unidades especializadas tem mantido o estado no topo das apreensões nacionais. “Ao longo deste ano, somente a Polícia Militar apreendeu mais de 25 toneladas de drogas. Ano passado foram 22 toneladas e meia. Nos últimos três anos, mantivemos o maior índice de apreensões, fruto de ações conjuntas e do trabalho de Inteligência”, disse.
Todo o material apreendido foi encaminhado à Polícia Federal no Amazonas. A operação representa um prejuízo estimado em mais de R$ 27 milhões às organizações criminosas. Para as forças de segurança, o impacto financeiro e a interceptação no eixo do Rio Solimões reforçam duas mensagens: a vigilância segue permanente — e o tráfico não encontra mais as brechas de antes.
noticiaamazonica



