Pacote de valorização inclui abono de até R$ 16,5 mil, progressões na carreira e impacto de R$ 1,4 bilhão na economia amazonense.
O Governo do Amazonas confirmou, nesta segunda-feira (1º/12), o pagamento do abono Fundeb 2025 para 32 mil servidores da rede estadual de Educação e a concessão de progressões para outros 23,2 mil profissionais. A medida, anunciada pelo governador Wilson Lima, integra um pacote que deve injetar R$ 1,4 bilhão na economia local até o fim do ano — somatório que inclui o abono, a segunda parcela do 13º salário e a antecipação da folha de dezembro.
Logo no anúncio, Wilson Lima destacou o impacto direto sobre a vida dos trabalhadores da Educação: previsibilidade financeira, reconhecimento profissional e reforço de renda em um período historicamente sensível para as famílias. “Me sinto honrado de fazer parte do momento em que conseguimos dar os maiores abonos de todos os tempos. Quando o profissional é valorizado, isso reflete na ponta e transforma a vida das nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Os valores do abono Fundeb variam conforme a carga horária. Servidores de 20 horas semanais receberão R$ 5,5 mil; profissionais de 40 horas, R$ 11 mil; e trabalhadores com 60 horas, R$ 16,5 mil. Para os administrativos, o pagamento será proporcional a 30 horas, totalizando R$ 8.250 — conquista demandada por sindicatos e atendida pelo governo. Desde 2020, o Estado passou a incluir na política de abono categorias como secretários escolares, merendeiras, serviços gerais e agentes de portaria.
A secretária de Educação, Arlete Mendonça, classificou o anúncio como “um movimento que reafirma o compromisso com a valorização de todas as frentes da rede estadual”. Já Cleia Branches, presidente da Avamseg, lembrou que a equiparação dos administrativos no abono corrige uma “lacuna histórica que afetava quem mantém o funcionamento diário das escolas”.
Durante a coletiva, Wilson Lima ressaltou que o pacote foi construído após análise técnica da capacidade fiscal e respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. O Estado, segundo ele, mantém monitoramento mensal dos custos da Educação, o que viabilizou o saldo necessário para efetivar o abono e as progressões sem comprometer o equilíbrio financeiro.
Além do abono, o governo anunciou 22.087 progressões horizontais (relacionadas ao tempo de serviço e desempenho) e 1.206 progressões verticais para professores e pedagogos com novas titulações — especialização, mestrado e doutorado. Os percentuais remuneratórios seguem o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR): +12% para especialistas, +50% para mestres e +55% para doutores. As progressões serão lançadas em folha ainda em dezembro, com efeitos retroativos a novembro, zerando pedidos acumulados até 2025.
O anúncio reuniu parlamentares, gestores e representantes de categorias, entre eles o presidente da Comissão de Educação da Aleam, deputado Cabo Maciel; o líder do governo, deputado Felipe Souza; o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Antony; e o titular da Sefaz-AM, Alex Del Giglio.
O pacote apresentado nesta segunda-feira se soma às medidas já anunciadas em novembro, quando o governo liberou progressões represadas, reestruturou carreiras e implementou novas políticas de proteção social para forças de segurança. Wilson Lima afirmou que outras categorias seguem em negociação e que o Estado continuará avaliando a capacidade fiscal para novos avanços.
Ao final, o governo reforçou que a valorização da Educação permanece como eixo central da agenda pública — e que os pagamentos do abono Fundeb, somados às novas progressões, consolidam um ciclo de reconhecimento profissional que impacta diretamente a qualidade do ensino no Amazonas.
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