Obelisco de 20 metros marca ponto equidistante entre os oceanos Pacífico e Atlântico, determinado por Rondon em 1909
A cerca de 1.800 quilômetros do litoral brasileiro, no centro da capital mato-grossense, um obelisco de mármore branco marca o ponto exato que a ciência e a engenharia definiram como o centro geodésico da América do Sul. O Marco do Centro Geodésico, fincado em 1909 pela Comissão Rondon na atual Praça Pascoal Moreira Cabral, fica a igual distância entre os oceanos Pacífico e Atlântico.
As coordenadas determinadas pelo Marechal Cândido Rondon foram posteriormente confirmadas pelo Exército Brasileiro. Sobre o marco original, erguido em alvenaria, foi construído um obelisco de aproximadamente 20 metros de altura, revestido em mármore branco. O monumento é tombado como patrimônio cultural desde 2009.
Cuiabá ocupa uma posição geográfica singular no país. A capital do Mato Grosso é uma das poucas cidades brasileiras situada no encontro de três biomas: Cerrado, Amazônia e Pantanal. A planície alagável do Pantanal, a maior do mundo, começa ao sul da região metropolitana. Já a Chapada dos Guimarães, com cachoeiras e paredões de rocha, está a cerca de 65 quilômetros de distância pela rodovia MT-251.
A cidade equilibra herança colonial e os desafios de uma metrópole contemporânea, incluindo temperaturas que figuram entre as mais altas do país. Segundo a Prefeitura de Cuiabá, a praça que abriga o obelisco foi revitalizada para receber o ponto simbólico, localizado em frente à antiga sede da Assembleia Legislativa. Moradores da capital podem chegar a áreas de observação de araras-azuis ou a cachoeiras em cerca de uma hora de carro.
Por Redação NotíciaAmazônica



