Prefeitura acelera obras em 19 unidades de ensino e projeta a instalação de 600 novos aparelhos de ar-condicionado na rede municipal até 2026.
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), iniciou um ciclo de investimentos que soma mais de R$ 106 milhões destinados à infraestrutura escolar da capital. O aporte financeiro abrange a construção de novas unidades, reformas estruturais e a manutenção preventiva de prédios que apresentavam sinais de desgaste temporal. A iniciativa busca consolidar a estrutura física como pilar pedagógico, sob a premissa de que ambientes arejados, bibliotecas e laboratórios são determinantes para a motivação de alunos e professores, além de impactar diretamente no desempenho educacional da rede pública.
No cronograma de expansão, a gestão municipal trabalha na entrega de cinco novas escolas, das quais a Theodor Badotti, no Tenoné, já está em operação com regime de tempo integral. Outros canteiros de obras seguem ativos no Barreiro, onde a Escola Inês Maroja precisou ser demolida devido ao comprometimento estrutural para dar lugar a um novo prédio, além de frentes de trabalho no Guamá e na Pratinha. O plano de ação também contempla 14 unidades em reforma, que recebem intervenções críticas na rede elétrica, reforço de telhados, troca de pisos e modernização das áreas administrativas.
A estratégia de infraestrutura acompanha a expansão do Ensino Fundamental em tempo integral, que saltou de duas para dez escolas na atual gestão, exigindo adaptações imediatas nos espaços físicos. Unidades como as EM Santana do Aurá e Abel Martins receberam adequações que incluem a climatização de salas e a manutenção de espaços de tecnologia assistiva para o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Esse movimento visa garantir que a inclusão de estudantes com deficiência ou transtorno do espectro autista (TEA) ocorra em ambientes tecnicamente preparados para o suporte pedagógico necessário.
“Desde que eu cheguei na escola, em junho do ano passado, venho observando o apoio da Secretaria de Educação, que tem trazido melhorias na estrutura. Essa reforma traz um olhar diferente para a comunidade de Brasília”, afirmou a diretora Sandra Couto, da EM Professor Helder Fialho, em Outeiro. A unidade exemplifica o impacto direto das obras, tendo recebido novos banheiros, troca de mobiliário e climatização. O reflexo no cotidiano é confirmado pelo estudante Adriel Cunha, de 8 anos, que celebrou as intervenções ao destacar o conforto térmico como um fator positivo para a sua rotina escolar.
A agenda de climatização é um dos pontos centrais do planejamento, com o investimento de quase R$ 2 milhões para a entrega de 230 centrais de ar em 50 escolas apenas em 2025. Para o próximo ano, a meta é ampliar esse alcance com a previsão de 607 novos aparelhos, demandando um investimento superior a R$ 4,8 milhões para substituição de equipamentos defeituosos e instalação em prédios novos. O objetivo é assegurar que o bem-estar térmico seja uma realidade em todas as salas de aula, combatendo o calor e criando um ambiente propício à concentração e ao aprendizado.
A conclusão das obras em unidades com estágio avançado, como a Escola Bosque e a Edson Luís, que já superam 80% de execução, deve ocorrer nos próximos meses, entregando à população equipamentos públicos revitalizados. Com a modernização da rede, a prefeitura tenta responder a demandas históricas por espaços esportivos e bibliotecas equipadas, essenciais para o desenvolvimento dos alunos fora da sala de aula. A manutenção desse cronograma é vista como o passo decisivo para transformar a educação pública de Belém em um sistema mais atrativo, seguro e eficiente para a comunidade escolar.
por redação noticiaamazonica



