Prefeitura de Cruzeiro do Sul formaliza contratos do Programa Bolsa Verde para moradores de reservas

Iniciativa do Governo Federal concede auxílio trimestral de R$ 600 a famílias de baixa renda que atuam na preservação de assentamentos e áreas de conservação.

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, iniciou nesta segunda-feira (9) o atendimento para a formalização de contratos do Programa Bolsa Verde. A medida foca em famílias de baixa renda residentes em áreas de preservação ambiental, como Reservas Extrativistas (Resex), Florestas Nacionais (Flona) e assentamentos da reforma agrária. O objetivo central é oferecer suporte financeiro como forma de reconhecimento pelo papel desses moradores na manutenção dos ecossistemas locais. A ação é relevante por integrar políticas de assistência social à pauta da sustentabilidade, garantindo renda mínima para populações que vivem sob restrições de uso da terra em prol da conservação.

O benefício consiste no pagamento de R$ 600 a cada três meses, depositados diretamente nas contas dos cidadãos contemplados em áreas como o Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) e o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS). Segundo a estrutura técnica do programa, o recurso funciona como um bônus federal para quem já preserva o meio ambiente de maneira nativa. Para aqueles que já possuem o Bolsa Família, o valor é creditado na conta existente, enquanto os demais beneficiários podem realizar o saque em agências da Caixa Econômica Federal por meio do Número de Identificação Social (NIS).

De acordo com o engenheiro florestal da Secretaria Municipal de Agricultura, José Cláudio Negri Clemente, o papel do município é facilitar o acesso ao sistema federal e validar os processos burocráticos. “O objetivo do programa é beneficiar pessoas de baixa renda que vivem em áreas de conservação. É um bônus concedido pelo governo federal em reconhecimento à preservação dessas áreas. O valor de R$ 600 é pago a cada três meses. Para quem já recebe o Bolsa Família, o dinheiro cai na mesma conta. Já os demais beneficiários recebem pela Caixa, por meio do NIS”, explicou o especialista.

O atendimento ocorre na antiga sede da prefeitura, localizada na região central de Cruzeiro do Sul, onde a Secretaria de Agricultura opera para agilizar a liberação dos recursos. Após a assinatura do contrato e a inserção dos dados no sistema do Ministério do Meio Ambiente, o prazo estimado para que o valor chegue ao bolso do trabalhador rural varia entre um e dois meses. Esse intervalo é o período necessário para que os órgãos federais validem a conformidade das informações fornecidas e autorizem o cronograma de pagamentos, consolidando o vínculo entre a família e o programa de proteção ambiental.

A moradora do Projeto de Assentamento Jamil Jereissati, Mariana Santos Fernandes, exemplifica o perfil do público-alvo que muitas vezes desconhece o acesso ao direito por falta de informação técnica. “Fiquei muito feliz, porque eu nem sabia que esse programa existia. Vim buscar o meu CAF e acabei sendo contemplada. É um auxílio importante e muita gente não sabe que tem direito. Por isso, convido as pessoas a procurarem a Secretaria de Agricultura para verificar se foram contempladas e assinar o contrato”, relatou a beneficiária durante o processo de formalização.

A mobilização em Cruzeiro do Sul reforça a necessidade de busca ativa por parte dos moradores que residem em áreas protegidas e assentamentos sustentáveis. Como o programa exige a formalização contratual para a liberação das verbas, a prefeitura alerta que o não comparecimento pode atrasar ou impedir o recebimento do auxílio federal já disponível. O fortalecimento dessas redes de apoio financeiro é visto como uma estratégia essencial para fixar o homem no campo de forma digna, desencorajando atividades predatórias e fortalecendo a vigilância comunitária sobre as florestas da região.

Por redação noticiaamazonica

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