Amazonas: Governo do Estado cria grupo institucional para entregar habitacionais do Amazonas Meu Lar com gestão social integrada

Instância reúne 12 órgãos estaduais e municipais para organizar ações sociais e preparar famílias para o Residencial Novo Aleixo, previsto para 2025.

A criação do Grupo Institucional do Poder Público (GIPP) marca um novo passo no processo de entrega das moradias do Programa Amazonas Meu Lar, em parceria com o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A medida, formalizada nesta quarta-feira (03/12), busca garantir que as famílias beneficiárias recebam não apenas as chaves, mas também apoio social estruturado antes da ocupação. O anúncio ocorreu durante reunião com representantes das 12 instituições que compõem o colegiado, na sede da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), no Centro de Manaus.

O GIPP passa a atuar já na preparação para o Residencial Novo Aleixo, na zona norte, com previsão de entrega entre março e abril de 2025. Previsto na Portaria de Trabalho Social do Ministério das Cidades, o grupo terá funções que incluem acompanhar as etapas dos empreendimentos, monitorar impactos das obras, dialogar com famílias, apoiar o Grupo Gestor Local (GGL) e organizar as demandas prioritárias do território.

A coordenação das ações ficará a cargo da UGPE, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). Também participam Suhab, SES, Seas, Sejusc, Seduc, SSP, Corpo de Bombeiros, Cetam, além das secretarias municipais Semasc, Semed e Semsa.

Para o secretário da Sedurb e da UGPE, Marcellus Campêlo, o novo grupo institucional assegura uma entrega mais completa: “Esse trabalho não trata apenas da obra física. É uma entrega consciente, que envolve organização comunitária e sustentabilidade social. Queremos que as famílias entrem no residencial com uma rede estruturada de apoio”, disse.

O Novo Aleixo, com 48 unidades habitacionais e orçamento total de R$ 10 milhões, já atingiu 52% de execução. O empreendimento tem investimento de R$ 1,1 milhão do Governo do Amazonas e R$ 8,1 milhões do FAR, via Caixa Econômica Federal. As unidades são destinadas a famílias da Faixa 1, com renda de até R$ 2.850.

A subcoordenadora de Projetos Sociais da Sedurb e UGPE, Viviane Dutra, explica que o encontro de ontem consolidou o alinhamento institucional: “Apresentamos o estágio atual da obra e do trabalho social. A criação do GIPP e, futuramente, do GGL, permite ampliar o acesso às políticas públicas e garantir uma gestão de território eficiente”, afirmou. Ela reforça que a meta é “construir, desde já, uma rede sólida para receber os futuros moradores”.

Além do Novo Aleixo, o Amazonas Meu Lar tem outros seis empreendimentos em andamento na capital e no interior. Em Manaus, destacam-se: Residencial Compensa – 256 unidades (zona oeste) Residencial Petrópolis – 32 unidades (zona sul). No interior, a parceria com prefeituras viabiliza novas moradias com aporte estadual: 144 unidades em Iranduba, 294 em São Gabriel da Cachoeira e 400 em Tefé. Outras obras previstas incluem 176 unidades no Tarumã, 64 no Alvorada e 74 apartamentos no retrofit do antigo prédio da Receita Federal, no Centro.

Com a criação do GIPP, o governo estrutura uma governança social permanente para os empreendimentos habitacionais. A iniciativa coloca o Amazonas em uma rota de maior integração entre políticas públicas — saúde, assistência, educação, segurança — e os processos de urbanização.

Para as famílias, a expectativa é de um processo mais transparente, participativo e organizado até a entrega das moradias. Para o Estado, o passo representa uma política habitacional que busca ir além da obra concluída: pretende garantir estabilidade social e planejamento comunitário já na fase pré-ocupação.

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