Agricultores de Humaitá enfrentam mais um risco de enchente do Rio Madeira

Comunidades ribeirinhas mobilizam esforços para salvar plantações enquanto prefeitura monitora avanço das águas do Rio Madeira.

A ameaça de uma nova grande enchente em 2025 já começa a impactar duramente as comunidades ribeirinhas de Humaitá, no Amazonas. Agricultores familiares correm contra o tempo para colher o máximo possível de suas plantações antes que as águas do Rio Madeira invadam suas propriedades, causando perdas inevitáveis. Culturas como banana, mandioca e hortaliças, essenciais para a subsistência e economia local, são as mais vulneráveis. Na Ilha do Tambaqui, por exemplo, produtores já calculam prejuízos significativos, com milhares de pés de mandioca e cachos de banana prestes a serem engolidos pelas águas.

Diante da situação, o prefeito de Humaitá, Dedei Lobo, enviou uma equipe composta por representantes da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) e diversas secretarias para avaliar os riscos e oferecer assistência às famílias afetadas. A administração municipal está mobilizando toda a sua estrutura para mitigar os impactos, especialmente em questões de saúde pública, que tendem a se agravar durante o período de cheia. Além disso, instituições como a Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros e Defensoria Pública estão colaborando para garantir suporte logístico e humano às comunidades ameaçadas.

Os relatos dos agricultores refletem a gravidade do momento. Pedro Correia Gomes, produtor da Ilha do Tambaqui, lamenta a perda certa de cerca de 3 mil pés de mandioca, principal matéria-prima para a produção de farinha, um alimento básico na dieta regional. Em outra propriedade, um produtor que preferiu não se identificar relatou que, apesar de ter conseguido retirar 370 cachos de banana, outros cinco mil pés permanecem sob risco iminente de submersão. Esses prejuízos comprometem não apenas a renda das famílias, mas também o abastecimento alimentar da região.

Enquanto isso, a prefeitura mantém o monitoramento diário da situação, buscando antecipar medidas de socorro e minimizar os danos. O prefeito reitera que toda a estrutura administrativa está à disposição para atender às necessidades das comunidades, desde assistência social até serviços de saúde e segurança. No entanto, a incerteza sobre a magnitude da enchente e a escassez de recursos tornam o cenário ainda mais desafiador para os ribeirinhos, que lutam para proteger seus meios de vida enquanto enfrentam as consequências de um fenômeno natural cada vez mais imprevisível.

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